Dá para se recuperar do ‘cérebro pandêmico’?

É claro que o impacto da pandemia varia de pessoa para pessoa. Quem esteve em isolamento não será tão afetado como quem perdeu uma pessoa querida para a doença, foi infectado ou ainda perdeu o emprego, por exemplo. Nestes casos, além do estresse crônico, pode aparecer ainda o estresse pós-traumático, que aumenta os sintomas provocados pela instabilidade da saúde mental como a depressão, a ansiedade e a angústia.

Para a Barbara Sahakian, neuropsicóloga, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, isso depende muito da resiliência de cada um e das estratégias adotadas para se manter saudável durante o confinamento.

Mas será que dá para se recuperar totalmente do tal cérebro pandêmico? Sahakian acredita que sim: “À medida que as liberdades forem recuperadas, e as pessoas retomarem o contato social, vamos melhorar”, completa.

Enquanto isso não acontece, ela sugere adotar alguns exercícios para melhorar a parte cognitiva, como jogos da memória e uma rotina saudável. “Levantar da cama na mesma hora, comer nas horas certas e praticar exercício físico dá ao cérebro uma chance melhor de se recuperar”, diz.

Sahakian, porém, adverte: alguns podem precisar de ajuda profissional. O importante é reconhecer o problema e tratá-lo da melhor forma possível.

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