Para a neurocientista Daiane Golbert, criatividade é fruto da articulação de memórias — e dar vazão a atividades artísticas é um caminho para exercitá-la.
“A criatividade vem da articulação de ideias, e as ideias vêm das memórias. Quanto mais memórias, maior a capacidade de fazer conexões e melhor será a habilidade criativa”, diz a neurocientista Daiane Golbert, integrante do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Segundo ela, carregamos algumas memórias no DNA, o que explica, por exemplo, o fato de crianças terem grande poder criativo. “Estas memórias são relacionadas ao que costumamos chamar de instinto: nascemos sabendo respirar, é algo que carregamos de nossa ancestralidade”, diz.


