Como foi a evolução das descobertas científicas sobre o cérebro?

Muitos dos conceitos existentes na neurociência moderna possuem suas origens nos estudos elaborados pelos antigos filósofos e médicos gregos.

Aristóteles, que nasceu no ano 385, antes de Cristo, foi um filósofo grego durante o período clássico na Grécia antiga, fundador da escola peripatética e do Liceu, além de ter sido aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Ele defendia que os processos intelectuais ocorriam no coração, o que denominamos teoria cardiocêntrica. Assim, para ele, o cérebro era o responsável por esfriar o sangue que esse órgão superaquecia.

Para Aristóteles, o cérebro era um refrigerador que mantinha o corpo frio e evitava que o coração esquentasse. Ele pensava que o coração era responsável por nossas sensações e percepções. Outros gregos descobriram o sistema nervoso, um avanço gigantesco, mas ninguém associava o cérebro ao que chamamos de mente. Muitos pensavam que ele era apenas uma bomba que expulsava espíritos do corpo. Na Idade Média, a Igreja combinou as idéias gregas com teologia cristã. Aprovou-se a visão de que o corpo servia de casa para três almas: a alma vegetativa do fígado, responsável pelos desejos; a alma vital do coração, produtora de calor e coragem; e a alma racional da cabeça. Essa noção foi quebrada no século 17, com o Círculo de Oxford, grupo liderado por Thomas Willis. Eles reconheceram o cérebro pelo que ele é de fato e inventaram uma nova ciência, que chamamos de neurologia.

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